domingo, 5 de agosto de 2012

Impressionismo: Paris e a Modernidade

Detentor da mais importante coleção de obras impressionistas, o Museu d’Orsay é um dos mais visitados museus do mundo. Pela primeira vez, 85 obras de seu acervo cruzarão o Atlântico para aportar no Brasil, na exposição Impressionismo: Paris e Modernidade, Obras-Primas do Acervo do Museu d’Orsay de Paris, França. A exposição apresentará um panorama detalhado da pintura impressionista e pós-impressionista. A mostra vai de 04 de agosto a 07 de outubro de 2012, no CCBB de São Paulo, e de 22 de outubro de 2012 a 13 de janeiro de 2013, no CCBB do Rio de Janeiro.
Impressionismo: Paris e Modernidade, Obras-Primas do Acervo do Museu d’Orsay de Paris, França tem a “cidade luz” como a principal estrela.Capital moderna por excelência, Paris atraiu os maiores artistas do século XIX, que pintaram sua paisagem, seus lugares e sua vida sob diferentes perspectivas. Atraídos ou repelidos pelo seu magnetismo, a cidade motivou a expressão artística de Claude Monet, Vincent Van Gogh, Jules Lefebvre, Edouard Manet, Paul Gauguin, Pierre-Auguste Renoir, Toulouse-Lautrec, entre outros. A exposição reúne alguns dos trabalhos desses pintores: por um lado, aqueles cuja temática está ligada ao crescimento da cidade, a vida moderna, os caminhos de ferro e as estações; por outro, estão representadas obras que surgiram a partir de uma reação a este movimento, a fuga da cidade em busca de ambientes bucólicos.
A exposição reúne seis módulos, sendo três deles dedicados à vida da cidade: “Paris: a cidade moderna”, “A vida urbana e seus autores” e “Paris é uma festa” apresentam a vida urbana marcada pela construção de grandes boulevards, mercados, jardins públicos, cafés, óperas e bailes. Aqui estão as cenas e vistas do rio Sena e da catedral de Notre-Dame de Paris, retratadas por Pisarro e Gauguin, as cenas da vida burguesa retratadas por Renoir; o cotidiano mundano das prostitutas, em quadros como Femme au boa noir, de Toulouse-Lautrec; e as bailarinas de Degas e as plateias dos cabarés e teatros representadas em La troisième galerie au théâtre du Chatelet, de Félix Vallotton.
Os outros três módulos – “Fugir da cidade”, “Convite à viagem” e “A vida silenciosa” - mostram os trabalhos de artistas que escaparam do ritmo acelerado de Paris para uma vida calma e reservada. Entre os artistas que buscaram a tranquilidade do campo como forma de inspiração estão Claude Monet, que se mudou para Argenteul, no interior da França, e depois para Giverny. Van Gogh decidiu seguir para Arles, com a finalidade de formar uma colônia de artistas; Gauguin e Émile Bernard foram viver na Bretanha; e Cezanne voltou a Aix-en-Provence para redescobrir a luz. Já um grupo de artistas do movimento Nabi (palavra que significa “profeta”, em hebraico e árabe) escolheu privi¬legiar o universo interior, delicado à leitura, à música e à vida em família.


Impressionismo: Paris e Modernidade, Obras-Primas do Acervo do Museu d’Orsay de Paris, França
04 de agosto a 07 de outubro de 2012
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112
Centro - São Paulo - SP
Agosto - Terça a domingo - 9h às 22h
Setembro: Terça a domingo, das 10h às 22h
Atendimento a grupos agendados: 7h às 10h
Informações: (11) 3113-3651 / 3113 - 3652

CCBB RJ
22 de outubro de 2012 a 13 de janeiro de 2013
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Terça-feira a domingo, de 9h às 21h
Informações: (21) 3808-2020

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Pelourinho – Um cartão-postal da Bahia

Composta por postais, fotografias e vídeos, apresenta as mudanças sofridas no Pelourinho com o passar do tempo e traz uma reflexão sobre patrimônio cultural como produto do homem e de suas relações políticas, sociais e econômicas. O público pode visitar a exposição de terça a sexta, entre 12h e 18h, e nos fins de semana e feriados, das 12h às 17h. 
A mostra expõe um panorama da comunidade, dos grupos culturais e da arquitetura do Pelourinho a partir de cerca de 150 imagens. São peças do próprio acervo do Museu Tempostal e postais e fotografias cedidos por diversas instituições. “Com o intuito de ampliar o conhecimento sobre a história do Centro Histórico, berço da nossa cidade, buscamos uma interação entre o acervo do museu relacionado à temática e as imagens que pertencem a instituições que atuam no Pelourinho”, afirma a coordenadora do Museu Tempostal, Antônia Pinheiro. Pelourinho – Um cartão-postal da Bahia, explica a diretora de Museus do IPAC, Maria Célia T. Moura Santos, integra um programa da DIMUS que busca realizar exposições de curta duração com temáticas diversificadas com o objetivo de trazer contribuições importantes para a reflexão sobre o passado e sua relação com a contemporaneidade. “Através desta mostra, podemos identificar diferentes períodos da história do Centro Antigo e refletir sobre temas e problemas da atualidade”, conclui. A exposição retrata a história do Pelourinho desde o século XIX aos dias atuais, com destaque para o século XX, período em que ocorreram as maiores mudanças. 
Os visitantes poderão conferir imagens do Terreiro de Jesus em 1808, do bonde que cruzava o Centro Histórico em 1930 e da Ladeira do Pelourinho na década de 60. Uma foto aérea da região nos anos 90 também integra a mostra. Para a museóloga Luzia Ventura, “a exposição é uma oportunidade para que turistas e baianos, em especial, a comunidade do Centro Antigo, possam conhecer melhor e valorizar este patrimônio cultural que é o Pelourinho”. Além dos postais e fotografias, uma apresentação com um grande número de imagens foi especialmente preparada para que o público possa mergulhar no universo no Pelourinho. Os interessados podem ainda assistir aos filmes Pelourinho, de Vítor Diniz, e Comunidade do Maciel, de Tuna Espinheira.

Pelourinho – Um cartão-postal da Bahia
Museu Tempostal  - Rua Gregório de Matos, 33, Pelourinho. Tel. (71) 3117-6383
Até 30 de dezembro
Visitação: terça a sexta, 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, 12h às 17h
Grátis

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Recôncavo Jazz Festival

Depois de fazer sua última apresentação no Brasil no ano passado, o sax-tenor Joshua Redman volta ao país para uma turnê especial em que se apresenta com a Orkestra Rumpilezz, liderada pelo maestro Letieres Leite. Na Bahia, o encontro pode ser conferido na cidade de Cachoeira, durante o Recôncavo Jazz Festival, projeto que acontece entre os dias 23 e 25 de agosto, na Praça da Aclamação. Tido como um dos mais aclamados e carismáticos músicos de jazz surgidos na década de 90, Redman é californiano e lançou seu primeiro álbum em 1993. De lá pra cá, lançou mais de dez álbuns como líder tendo o seu trabalho comparado a lendas como John Coltrane, Dexter Gordon e Sonny Rollins. 
O Recôncavo Jazz Festival conta também com atrações nacionais e locais de jazz, entre elas os grupos baianos de jazz Mondicá Trio, Saravá Jazz Bahia Sexteto e a também baiana Retro_Visor, que traz na sua formação o curioso vibrafone – instrumento de influência africana composto por barras de metal, mantendo a mesma estrutura de um piano, que foi aprimorado pelos americanos nos anos 50 no jazz e, no Brasil, utilizado no mesmo período na Bossa Nova. O evento é assinado pelas produtoras baianas Putzgrillo Cultura e Ginga P., e conta com patrocínio exclusivo do Governo da Bahia.

Recôncavo Jazz Festival
Joshua Redman & Orkestra Rumpilezz, Mondicá Trio, Saravá Jazz Bahia Sexteto, Retro_Visor e outros
De 23 a 25 de agosto
Praça da Aclamação – Cachoeira, Bahia
Grátis

terça-feira, 26 de junho de 2012

Ocupação Nelson Rodrigues

A Ocupação Nelson Rodrigues, segue a vocação desta série que já está na 13ª edição, e convida o visitante a mergulhar na vida e obra de um dos autores mais célebres do Brasil. A mostra com curadoria de Maria Lucia Rodrigues, uma de suas filhas, cocuradoria de Sonia Muller, uma de suas netas, cenografia de Valdy Lopes jr, e organização do Núcleo Cênicas do Itaú Cultural revela um perfil pouco conhecido do autor. Além da exposição o instituto, programa apresentações de peças rodrigueanas, no seu teatro na Avenida Paulista e também no palco do Auditório Ibirapuera, que está sob sua administração. No segundo semestre, a ocupação é exibida em itinerância única na Torre Malakoff, em Recife.
Para dar luz à origem, vida e obra de seu pai, Maria Lúcia optou por colocar na Ocupação Nelson Rodrigues as palavras do próprio dramaturgo para ele mesmo desenrolar o fio da meada, contar suas experiências, transmitiras suas opiniões sobre a vida que viveu e as opções que fez. "Queremos que ele diga como era pequena, mesquinha e hipócrita a sociedade de seu tempo e como ele fez a opção de ser livre; e para ser livre e poder opinar com a sua consciência, ele tinha que optar pela solidão intelectual", observa ela.
Ainda nas palavras da curadora, apresenta ao público aspectos pouco conhecidos do "Pierrot do Meier", como ele se denominou já no fim da vida. Assim, a curadoria foi atrás de suas origens, conta como era Recife, a cidade em que ele nasceu, e de onde vem a sua família. Também traz à cena a família Rodrigues formada por intelectuais e artistas, uns moradores em Pernambuco, outros no Rio de Janeiro. "Mostramos a sua origem pernambucana, sua família, e sua grande humanidade que fizeram de si, por toda a vida, o outsider decidido que se recusava a aceitar o inaceitável", continua Maria Lúcia.
"Creio que a particularidade dessa exposição, em meio a tantos projetos para o ano de centenário do autor, é o fato de não estar apoiada nas análises que foram feitas da obra e na personalidade Nelson Rodrigues. A exposição foi pensada para dar voz a sua consciência", observa Sonia Sobral, gerente do Núcleo Cênicas do Itaú Cultural, que organiza a mostra.
Em 120 m2, a produção do Itaú Cultural opera novo milagre e ergue o espaço expositivo idealizado por Lopes jr entre véus, mobília, espelhos d'água. Eles abrigam 10 projetores com jornais, frases de Nelson, fotos pessoais, da família, dos amigos, imagens feitas em Recife especialmente para a exposição. Mais fotografias e entrevistas são exibidas em quatro monitores. Na mesa que estiliza o momento de reunião da família, 10 tablets trazem jornais se impregnaram na vida do dramaturgo, como A Crítica, de seu pai, e onde ele começou a escrever a suas primeiras crônicas.
Durante meses, Maria Lúcia e Sonia vasculharam arquivos de imagens. Somente para esta ocupação reuniram mais de 150 resgatadas entre o acervo da família, da Funarte, da Fundaj, do fotógrafo Silvestre Silva, e outros. Entre jornais, revistas e pôsteres, pelo menos 80 itens relacionados à vida, produção e criação de Nelson Rodrigues saíram da Biblioteca Nacional para esta ocupação. De Cândido Portinari, amigo dos Rodrigues desde a sua mudança para o Rio de Janeiro, tem três retratos em imagens digitalizadas - um de Mario Rodrigues, pai do dramaturgo, outro de Maria Esther, sua mãe, e mais um de Roberto, um de seus irmãos.
A mostra apresenta, ainda, quatro áudios realizados pelo Museu da Imagem e do Som, em 1967,com depoimentos de Nelson, Fernanda Montenegro, Augusto Rodrigues e Ziembinski, além de mais de uma hora de trechos gravados pela TV Cultura, uma crônica de Carlos Heitor Cony e uma entrevista feita por Clarice Lispector ao dramaturgo. Para arrematar, pairam por toda a exposição, 100 frases de Nelson Rodrigues retiradas dos livros Menina Sem Estrela, O Óbvio Ululante e A Cabra Vadia. Elas estão impressas, pintadas e projetadas naquele espaço como se fossem a voz do autor.
Desta vez, a ocupação é embalada também por uma série de eventos paralelos programados até o segundo semestre. No começo de julho,o Itaú Cultural apresenta apeça Os Sete Gatinhos, com direção de Nelson Baskerville, que também dirige 17 X Nelson, no mesmo mês. Na ocasião, o instituto promove Encontro Com Nelson ao Pé da Cena. Com curadoria de Valmir Santos, o evento reúne três mesas com pares de diretores que rememoram seus percursos criativos diante de uma peça comum de Nelson Rodrigues - entre eles, Cibele Forjaz e Ana Kfoury.
Encerrando a programação em São Paulo, no final de julho, o Auditório Ibirapuera, agora sob administração do Itaú Cultural, apresenta Elas Não Gostam de Apanhar, um recital rodrigueano, dirigido por Marcos Antônio Braz, com CleydeYáconis e Denise Fraga. Na sequência, a Ocupação Nelson Rodrigues é montada em Recife na Torre Malakoff.

Série Ocupação
A Ocupação Nelson Rodrigues é a décima terceira da série de ocupações promovida pelo instituto desde 2009. Criada para fomentar o diálogo da nova geração de artistas com os criadores que a influenciou, essa ocupação no Itaú Cultural integra o trabalho perene do instituto com programas como o Rumos, que há 15 anos incentiva a produção contemporânea colaborando para o aprimoramento de criadores, a difusão de suas obras e a reflexão sobre a arte atual.
As edições anteriores foram dedicadas à apresentação da produção de artistas referenciais das artes visuais (Nelson Leirner, Abraham Palatnik e Cildo Meireles), do teatro (Zé Celso e Flávio Império), da literatura (Paulo Leminski e Haroldo de Campos), da música (Chico Science), do cinema (Rogério Sganzerla), da arte cibernética (Regina Silveira), dança (Ballet Stagium) e, mais recentemente HQ, com Angeli. Esse espaço permite que vários perfis de público tomem contato com a obra desses artistas, e, ainda, que a instituição direcione sua ação educativa para o aprofundamento e a compreensão de seu papel no universo artístico e social.

Ocupação Nelson Rodrigues
Até  29 de julho de 2012
De terça-feira a sexta-feira, das 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Entrada franca
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1776/1777

terça-feira, 12 de junho de 2012

Imprima Sobral 2012 – Mostra Internacional de Gravura


A  cidade cearense de Sobral  que pretende ser a capital internacional da gravura, realiza a  mostra de Salvador Dalí, até 15 de agosto de 2012.
Composta de 105 litografias originárias de guaches, a série foi realizada pelo artista catalão ao longo de seis anos, de 1963 a 1969, para ilustrar a Bíblia Sagrada, publicada pela Rizzoli Edições, Milão (Itália) e editada por Giuseppe Albaretto. Salvador Dalí, um dos mais proeminentes artistas do século XX, ícone do surrealismo, ilustrou outras obras célebres, entre elas “Ricardo III” - de Shakespeare, “Don Quixote” - de Cervantes, “A Divina Comédia - de Dante e “Alice no País das Maravilhas” - de Lewis Carrol.
As litografias Dalí: Bíblia Sagrada em exposição pertencem ao colecionar espanhol Juan Javier Bofill (somente coleciona Dalí), que também gerencia o Museu Haus der Frau Von Sten GmbH de Weimar, na Alemanha, e o Dalí-Barcelona, na Espanha. Além da Itália, a Bíblia de Dalí foi publicada na Espanha, França e Eslováquia. A publicação é matéria de estudo de especialistas na Biblioteca Nacional da Espanha, em Madrid.
A Imprima Sobral 2012, é composta por uma mostra competitiva internacional de gravuras, que em sua primeira edição já contou com trabalhos selecionados de 143 artistas de vários países, e paralelamente por exposições individuais de artistas consagrados que, neste ano, traz trabalhos de Salvador Dalí e do também espanhol José Rincón. O evento que pretende ser bianual visa estimular e divulgar, de forma abrangente, a produção artística da gravura, em suas variadas técnicas, além de possibilitar o reconhecimento de gravadores e reunir manifestações artísticas internacionais, nacionais e locais, apresentando um panorama da gravura contemporânea.

Imprima Sobral 2012
Mostra Competitiva, até 15 de agosto de 2012, de terça a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 21h; sábado das 9h às 12h e das 17h às 21h; domingo das 17h às 21h
ECOA – Escola de Cultura, Comunicação, Ofícios e Artes
Travessa Adriano Dias Carvalho, 135 – Centro, Sobral CE
Grátis

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Coleção Itaú de Livros Infantis

Ainda há livros disponíveis da Coleção Itaú de Livros Infantis. A distribuição é gratuita e entregue na casa do solicitante. 
A Coleção Itaú de Livros Infantis foi criada pela Fundação Itaú Social para ajudar a despertar desde cedo o prazer pela leitura. Ela foi feita para quem também acredita que a educação é o melhor caminho para a transformação do Brasil.
Os livros:
Adivinha quanto eu te amo
de Sam McBratney, ilustrações de Anita Jeram
Um coelhinho se esforça para mostrar o tamanho do amor que ele tem pelo pai. O Coelho Pai entra na brincadeira, mas ambos percebem que não é fácil medir o amor.
Chapeuzinho Amarelo
de Chico Buarque, ilustrações de Ziraldo
A história é uma releitura bem-humorada do clássico Chapeuzinho Vermelho, de Charles Perrault. Só que desta vez não há vovós nem caçadores. Chapeuzinho é uma bela menina que sofre de um mal terrível: sente medo de tudo, até do medo.
A Festa no Céu – um conto no nosso folclore
Ilustrações e tradução de Ângela Lago
Haveria uma festa no céu, e os bichos sem asas estavam jururus de fazer dó. Mas a tartaruga não se deu por vencida e decidiu que ia ao baile. Será que ela vai conseguir?

quinta-feira, 17 de maio de 2012

FUNCEB/SecultBA lançam sete editais de apoio às linguagens artísticas


Com foco no apoio a propostas artístico-culturais das linguagens artísticas, nos mais diversos formatos e categorias, a Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), lança sete editais setoriais com recursos do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA): Artes Visuais, Audiovisual, Circo, Dança, Literatura, Música e Teatro. Os certames objetivam estimular os elos da rede produtiva de cada setor e abrem possibilidade para a realização de quaisquer tipos de projetos relacionados à pesquisa, formação, produção, difusão, circulação, registro, memória e demais ações nas áreas específicas. As inscrições ficam abertas de 15 de maio a 15 de junho.
Cada edital tem um aporte financeiro global e um teto máximo a ser solicitado pelas propostas apresentadas. Para Artes Visuais, o valor total disponível é de R$ 750 mil, com teto de R$ 100 mil por projeto. Para Audiovisual, o aporte é de R$ 4,5 milhões, com teto de R$ 1,5 milhão para produção de longa-metragem e de R$ 300 mil para outras propostas. Para Circo, são disponibilizados R$ 500 mil para projetos de até R$ 50 mil. Para Dança, o valor global é de R$ 1,25 milhão, com limite de R$ 150 mil por proposta. Em Literatura, são R$ 500 mil para projetos de até R$ 100 mil. Para Música, há R$ 1 milhão para apoio a projetos com teto de R$ 200 mil. Por fim, em Teatro, o aporte é de R$ 1,5 milhão, com teto de R$ 200 mil por proposta. Assim sendo, o número de projetos contemplados vai depender dos valores das propostas selecionadas. Vale registrar que, no caso de o proponente para quaisquer dos editais ser pessoa física, o valor máximo de apoio não pode ultrapassar 150 salários mínimos – ou seja, R$ 93,3 mil.
Com este novo formato setorial, os editais da FUNCEB financiados pelo FCBA ampliam suas possibilidades de incentivo, alcançando a demanda a ser apresentada pelos próprios artistas e profissionais inscritos. Assim, avançam no sentido de desobrigar determinações das fases produtivas a serem apoiadas, como era feito entre os anos de 2007 e 2010.
Os editais setoriais das artes vão contemplar projetos que se iniciem a partir de 16 de setembro de 2012; no caso de propostas com valor igual ou superior a R$ 100 mil, a data inicial deve ser posterior ao dia 26 de outubro deste ano. Excetuam-se apenas propostas de residência artística e formação em outros estados e países; ações continuadas de instituições culturais; eventos calendarizados com periodicidade mínima anual e três edições já realizadas; e obras em edificações – estes tipos de atividades podem ser submetidos às Chamadas Públicas e Demanda Espontânea do FCBA.
Podem participar pessoas físicas, maiores de 18 anos, ou pessoas jurídicas que tenham como objeto o exercício de atividades culturais, domiciliadas ou estabelecidas na Bahia há pelo menos três anos. As inscrições são feitas exclusivamente através dos Correios, pelo serviço Sedex ou similar, remetidas ao endereço disponível nos textos dos editais.
Estes editais integram 17 concursos setoriais e temáticos lançados em conjunto pela SecultBA, além das inscrições de Demanda Espontânea para o ano de 2012, através de suas unidades, superintendências e entidades vinculadas – além da FUNCEB, o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), Fundação Pedro Calmon (FPC) e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Com recursos financeiros do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), são R$ 18,3 milhões disponibilizados para apoiar projetos das diversas áreas da Cultura em todo o estado, englobando, também, as culturas populares e identitárias, patrimônio, arquitetura e urbanismo, museus, editoras, cultura digital, negócios estratégicos, formação e qualificação, territórios culturais e economia criativa.
Criado em 2005, o FCBA tem o objetivo de incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas com menor apelo comercial. O surgimento dos editais setoriais e temáticos e a simplificação na exigência dos documentos são mudanças trazidas este ano e que buscam diversificar os tipos de projetos apoiados em cada segmento, além de facilitar a apresentação de propostas. Deste modo, os editais do Fundo de Cultura permanecem como um dos principais mecanismos de fomento à Cultura da Bahia.

Editais Setoriais das Artes
Artes Visuais | Audiovisual | Circo | Dança | Literatura | Música | Teatro
Inscrições: de 15 de maio a 15 de junho de 2012
As inscrições são feitas exclusivamente via postal
Consulte os editais para informações completas
Informações: 71 3324-8546/ 3324-8520 |

sábado, 28 de abril de 2012

A Tabaroinha Mariene de Castro


Mariene de Castro fará show de lançamento do CD Tabaroinha, no Teatro Castro Alves.
A proposta do novo álbum, acompanhando outros já realizados: é bela voz, bons músicos, apresentando canções que falam de pureza, amor verdadeiro, alegria e esperança.
“Meu disco é para mostrar como a Bahia faz samba que o Brasil ainda não conhece” diz Mariene.
Os conterrâneos Dorival Caymmi, Nelson Rufino e Roque Ferreira estão presentes neste novo trabalho.
Destaque para duas regravações que Mariene fez neste disco: Roda Ciranda de Martinho da Vila e Um ser de luz de João Nogueira, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro.
“Meu trabalho não é pesquisa, vivencio o samba. Tudo que canto está na minha memória. São músicas que o povo canta e que divido com as pessoas”, explica Mariene. Dedicar-se ao samba, como ela faz, cobra resignação, fé e intenção de divulgar a cultura popular. “É preciso ser forte. Não tive padrinhos, vim de família humilde, trabalho desde os 13 anos, sou filha de mulheres – mãe, avó, tia. Que me deram força para chegar onde estou e fazer o que faço sem perder a dignidade”, conta.
“Tabaroinha, que vem de tabaroa, uma palavra tupi-guarani, que quer dizer mulher acanhada, criada no interior, matuta, caipira. Sempre me senti tabaroa, ainda mais quando saí da minha taba, juntando-me a outras tribos. Levei comigo meus costumes, meu sotaque, minha raiz. De onde vim, trago as minhas cores, o meu olhar, minhas lembranças, minhas saudades. Que reflete neste CD a tabaroa, tabaroinha! Que levarei comigo onde quer que eu vá. A escolha deste repertório vem desse mesmo sentimento”, explica Mariene, no encarte.

Lanançamento do Cd  Tabaroinha
Dia 13 de maio, às 18:30hs, na Concha Acústica do TCA
Praça Dois de Julho,s/n, Campo Grande - Salvador - Bahia